- 11 de maio de 2026
Biossimilares completam 20 anos e se consolidam como pilar estratégico do acesso no Brasil
Em um contexto de envelhecimento da população, aumento
das doenças crônicas e pressão crescente sobre os orçamentos em saúde, os
biossimilares completam 20 anos no mundo, consolidando‑se como uma das
principais estratégias para ampliar o acesso a tratamentos de alta
complexidade.
No Brasil, essa agenda ganha ainda mais relevância
diante do aumento da prevalência de doenças crônicas e de alta complexidade,
que demandam terapias contínuas e sofisticadas. Nesse cenário, os biossimilares
se consolidam como uma alternativa essencial para ampliar o cuidado à
população, ao mesmo tempo em que aliviam a pressão sobre os orçamentos públicos
e privados de saúde.
Desenvolvidos a partir de organismos vivos, os
biossimilares possuem qualidade, segurança e eficácia comparáveis aos
medicamentos biológicos de referência¹ e ampliam o acesso por meio de custos
mais competitivos. Esse avanço ocorre em um contexto de profunda transformação
do setor: até 2027, a biotecnologia deverá concentrar cerca de 35% dos gastos
globais em saúde², e sete dos dez medicamentos mais vendidos no mundo já são
biológicos³, o que torna o debate sobre acesso e sustentabilidade cada vez mais
estratégico para os países.
No Brasil, esse avanço é expressivo. Desde o
lançamento do primeiro biossimilar em 2015, o País se consolidou como um dos
principais mercados globais dessa tecnologia, com mais de 60 medicamentos
biossimilares aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa)⁴, além de 20 tecnologias em análise e outros 10 aguardando avaliação⁶.
A relevância dessa classe se reflete também no impacto econômico. Embora os
medicamentos biológicos representem uma parcela reduzida do volume total
adquirido pelo SUS, eles concentram uma fatia significativa do orçamento
público destinado à compra de fármacos⁵. Nesse contexto, os biossimilares se
tornam aliados estratégicos da sustentabilidade do sistema, podendo gerar
reduções médias de cerca de 30% nos custos em comparação aos medicamentos de
referência³.
“Celebrar os 20 anos dos biossimilares é reconhecer
uma mudança estrutural na forma como o sistema de saúde amplia o acesso à
inovação. Essas duas décadas mostram que o fim da patente não encerra um ciclo,
mas inaugura uma nova fase de acesso para mais pacientes, com qualidade,
segurança e sustentabilidade. No Brasil, essa é uma agenda estratégica, que
exige visão de longo prazo e colaboração entre governo e indústria para
fortalecer o sistema de saúde e ampliar o cuidado à população”, afirma
Isabella Wanderley, presidente da Sandoz no Brasil.
A Sandoz foi pioneira global nesse movimento
ao lançar, em 2006, o primeiro biossimilar do mundo, desenvolvido a partir
da somatropina. Desde então, a classe evoluiu de forma consistente,
impulsionada pela expiração de patentes e por avanços científicos e
regulatórios, ampliando o acesso a terapias biológicas em diferentes áreas
terapêuticas. Hoje, os biossimilares representam uma resposta concreta ao
desafio de conciliar inovação, acesso e sustentabilidade ao longo do tempo.
Com quase nove décadas de presença no Brasil e 140
anos de história global, a Sandoz mantém uma visão de longo prazo no país,
reunindo experiência, escala e responsabilidade para contribuir de forma
estruturante com o futuro do sistema de saúde brasileiro.
Esse compromisso se reflete também na atuação em
parceria com o setor público. Por meio das Parcerias para o Desenvolvimento
Produtivo (PDPs), a Sandoz colabora com o governo e com laboratórios públicos
na transferência de tecnologia, na produção local de medicamentos e na
ampliação do acesso a tratamentos de alta complexidade no Sistema Único de
Saúde (SUS), reforçando que os desafios de acesso à saúde exigem soluções
colaborativas e não podem ser enfrentados de forma isolada.
Na prática, isso se traduz em mais pacientes atendidos
em áreas como oncologia, doenças autoimunes e osteoporose, em que o acesso
contínuo ao tratamento é fundamental para evitar complicações e preservar a
qualidade de vida. Com duas décadas de experiência em biossimilares, a Sandoz
segue investindo em pesquisa, desenvolvimento e parcerias estratégicas para
expandir seu portfólio e contribuir para um sistema de saúde mais resiliente,
inclusivo e preparado para os desafios das próximas décadas.
Fonte:
Sandoz
REFERÊNCIAS
- European
Medicines Agency. Biosimilar medicines: overview. Amsterdam: EMA, [s.d.].
Disponível em: https://www.ema.europa.eu/en/human-regulatory-overview/biosimilar-medicines-overview#:~:text=Biosimilars%20are%20approved%20according%20to%20the%20same%20standards. Acesso em: 9 maio
2025.
- IQVIA Institute for Human Data
Science. The Global Use of Medicines Outlook to 2027.
Disponível em: https://www.iqvia.com/. Acesso em: 25 nov.
2025.
- SALERNO, M. S.; MATSUMOTO, C.;
FERRAZ, I. Biofármacos no Brasil: Características, Importância e
Delineamento de Políticas Públicas para seu Desenvolvimento. Brasília:
Ipea, 2018. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/8522/1/TD_2398.pdf. Acesso em: 9 de maio
de 2025.
- Agência Nacional de Vigilância
Sanitária. Relatório do Diálogo Setorial: biossimilares –
aprimoramento da regulação nacional. Anvisa, 2023. Acesso em: 9
de maio de 2025.
- PróGenéricos. Mercado
de Medicamentos Biossimilares e Genéricos no Brasil – Relatório 2025.
Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e
Biossimilares (PróGenéricos), São Paulo, 2025. Disponível em: https://progenericos.org.br/biossimilares/mercado/. Acesso em:
25 nov. 2025.
- Conselho Regional de Farmácia
do Paraná (CRF-PR). Biossimilares: O que são e qual a sua
importância para o sistema de saúde? Publicado em 2 de junho de
2021. Disponível em: https://www.crf-pr.org.br/noticia/view/3448. Acesso em: novembro de
2025.