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Por que os oncologistas estão prescrevendo GLP-1?
  • 10 de julho de 2026

Por que os oncologistas estão prescrevendo GLP-1?

Um estudo da Ipsos mostra que os oncologistas estão incorporando cada vez mais medicamentos GLP-1, um fenômeno que cresceu de 67% em 2025 para 76% em 2026.

Considerando a crescente prevalência de doenças relacionadas ao peso e a rápida adoção dos GLP-1, por um lado, e o aumento da incidência de câncer, por outro, era inevitável que esses dois mundos colidissem. Um estudo da Ipsos analisa o que realmente está acontecendo na interseção de dois dos desafios mais importantes na área da saúde.

Melhores resultados para os pacientes, menor toxicidade do tratamento, maior eficácia dos medicamentos: os oncologistas encontram razões convincentes para recorrer aos GLP-1. No entanto, preocupações com interações medicamentosas e efeitos a longo prazo incertos revelam um quadro mais complexo.

Segundo especialistas, esses medicamentos, tradicionalmente usados ​​para diabetes e perda de peso, ajudam a melhorar a condição geral do paciente, a combater o ganho de peso associado às terapias contra o câncer e a aumentar a eficácia de certos tratamentos oncológicos.

Eles também são usados ​​para reduzir toxicidades, como a cardiotoxicidade, e diminuir complicações cirúrgicas, reduzindo a gordura visceral.

No entanto, dúvidas e precauções persistem. Muitos oncologistas suspendem temporariamente os agonistas do receptor GLP-1 quando o paciente já os utilizava antes do diagnóstico, ou evitam certos medicamentos oncológicos devido a possíveis interações e efeitos colaterais, como náuseas ou perda excessiva de peso. Há também preocupação com o uso desses medicamentos em pessoas com risco de câncer de tireoide e com a falta de evidências conclusivas sobre seu impacto real nos resultados do tratamento do câncer.

O relatório conclui que, embora os agonistas do receptor GLP-1 já estejam transformando a prática oncológica, os especialistas solicitam mais dados e diretrizes claras para definir seu papel definitivo no tratamento do câncer.

Você pode acessar o relatório da Ipsos (em inglês) neste LINK.