- 10 de julho de 2026
Por que os oncologistas estão prescrevendo GLP-1?
Considerando a crescente prevalência de doenças
relacionadas ao peso e a rápida adoção dos GLP-1, por um lado, e o aumento da
incidência de câncer, por outro, era inevitável que esses dois mundos
colidissem. Um estudo da Ipsos analisa o que realmente está acontecendo na
interseção de dois dos desafios mais importantes na área da saúde.
Melhores resultados para os pacientes, menor
toxicidade do tratamento, maior eficácia dos medicamentos: os oncologistas
encontram razões convincentes para recorrer aos GLP-1. No entanto, preocupações
com interações medicamentosas e efeitos a longo prazo incertos revelam um
quadro mais complexo.
Segundo especialistas, esses medicamentos,
tradicionalmente usados para
diabetes e perda de peso, ajudam a melhorar a condição
geral do paciente, a combater o ganho de peso associado às
terapias contra o câncer e a aumentar a eficácia
de certos tratamentos oncológicos.
Eles também são usados para reduzir toxicidades, como a
cardiotoxicidade, e diminuir complicações cirúrgicas,
reduzindo a gordura visceral.
No entanto, dúvidas e precauções persistem. Muitos
oncologistas suspendem temporariamente os agonistas do receptor GLP-1 quando o
paciente já os utilizava antes do diagnóstico, ou evitam certos medicamentos
oncológicos devido a possíveis interações e efeitos colaterais, como náuseas ou
perda excessiva de peso. Há também preocupação com o uso desses medicamentos em
pessoas com risco de câncer de tireoide e com a falta de evidências conclusivas
sobre seu impacto real nos resultados do tratamento do câncer.
O relatório conclui que, embora os agonistas do
receptor GLP-1 já estejam transformando a prática oncológica, os especialistas
solicitam mais dados e diretrizes claras para definir seu papel definitivo no
tratamento do câncer.
Você pode acessar o relatório da Ipsos (em inglês)
neste LINK.