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O MERCOSUL fortalecerá a produção de medicamentos, insumos e tecnologias de saúde
  • 25 de junho de 2026

O MERCOSUL fortalecerá a produção de medicamentos, insumos e tecnologias de saúde

O encontro reuniu no Paraguai autoridades de saúde da Argentina, do Brasil, da Bolívia, do Paraguai, do Chile e do Uruguai, com o objetivo de avançar em uma agenda comum sobre os principais desafios regionais na área da saúde.

Os ministros da Saúde do MERCOSUL Saúde e dos Estados Associados celebraram novos acordos de cooperação regional para ampliar a capacidade produtiva de insumos, medicamentos e tecnologias de saúde, fortalecer a saúde mental, avançar em critérios comuns para o manejo de tecidos humanos e promover a Gestão do Sangue do Paciente. O fortalecimento da produção regional de medicamentos, insumos e tecnologias de saúde foi um dos principais acordos da LVIII Reunião Ordinária de Ministros da Saúde do MERCOSUL e dos Estados Associados.

O ministro da Saúde da Argentina, Mario Lugones, participou da reunião ao lado de seus colegas do Paraguai e do Uruguai, da subsecretária de Saúde Pública do Chile e de representantes das embaixadas do Brasil e da Bolívia. Nesse contexto, as autoridades assinaram diversos acordos voltados para melhorar a cooperação regional em áreas consideradas estratégicas para os sistemas de saúde.

O eixo mais relevante para a política sanitária e industrial do bloco foi o Acordo de Cooperação para a Expansão da Capacidade Produtiva Regional de Insumos, Medicamentos e Tecnologias da Saúde. A iniciativa busca fortalecer as capacidades instaladas dos países e avançar rumo a uma resposta mais coordenada às necessidades regionais em saúde.

Soberania sanitária

Durante sua intervenção, Lugones destacou que o setor da saúde deve ser entendido como um ecossistema amplo, que não se limita a hospitais ou medicamentos, mas também integra emprego qualificado, investimento e inovação. Nesse contexto, ela afirmou que a produção regional na área da saúde pode se tornar uma plataforma para fortalecer a autonomia do bloco.

O ministro argentino afirmou que seu país produz mais de 8.100 milhões de dólares por ano em medicamentos e exporta para mais de cem países. Segundo sua análise, essa capacidade instalada pode contribuir para que o MERCOSUL construa soberania sanitária, entendida como uma vantagem competitiva perante o mundo.

Uma plataforma regional para respostas concretas

Os acordos assinados durante a LVIII Reunião Ordinária de Ministros da Saúde do MERCOSUL e dos Estados Associados compartilham um eixo comum: a busca por sistemas de saúde mais eficientes, coordenados e centrados nas pessoas. A agenda incluiu produção regional, saúde nas fronteiras, saúde mental, tecidos humanos e gestão do sangue do paciente.

De uma perspectiva setorial, o desafio será passar dos acordos políticos e técnicos para instrumentos de implementação mensuráveis. A cooperação regional pode agregar valor se permitir organizar capacidades, reduzir sobreposições, compartilhar aprendizados e construir respostas conjuntas diante de necessidades sanitárias comuns.

A mensagem final da Argentina foi que o MERCOSUL Saúde deve funcionar como uma plataforma de soluções concretas para a população. Nesse sentido, a reunião apresentou uma ficha de trabalho que combina desenvolvimento produtivo, prevenção, regulamentação sanitária e coordenação regional.