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Mais de 30 organizações estão construindo um consenso para o futuro do setor de saúde na Colômbia
  • 15 de maio de 2026

Mais de 30 organizações estão construindo um consenso para o futuro do setor de saúde na Colômbia

Diversas instituições estão consolidando uma base comum para orientar as decisões de saúde do próximo governo colombiano.

Com um novo ciclo eleitoral a poucos dias de distância e a expectativa em torno da iminente mudança de governo, a saúde volta a ocupar o centro do palco na agenda pública nacional.

A iniciativa surge de uma situação marcada por tensões financeiras, operacionais e institucionais que comprometem a continuidade do cuidado, o acesso a serviços e medicamentos, a sustentabilidade fiscal e a capacidade de governança. Seu objetivo é estabelecer prioridades comuns e fornecer uma base técnica para que a saúde se consolide como política de Estado, com estabilidade regulatória, sustentabilidade financeira e um modelo de cuidado centrado na pessoa.

Uma abordagem multissetorial para organizar a discussão sobre saúde

O roteiro foi desenvolvido por meio de um processo de diálogo estruturado envolvendo pacientes, associações de usuários, profissionais de saúde, prestadores de serviços, academia, centros de pesquisa, indústria farmacêutica, seguradoras e associações do setor. Essa estrutura permite que o consenso seja apresentado como um terreno comum entre as partes interessadas envolvidas no cuidado, financiamento, gestão de riscos, inovação e operação diária do sistema. Entre as organizações participantes estão a Pacientes Colombia, a Mesa Nacional de Usuarios (Mesa Nacional de Usuários), a Associação Colombiana de Sociedades Científicas, associações médicas, a SCARE, a FECOLMED, a Federação Odontológica Colombiana, a UNIPS Colombia, a FENALSALUD, a ASCUN, a INNOS, o programa Así Vamos en Salud (Assim Estamos em Saúde), a Fundação Salutia, a AFIDRO, a ASCIF, a ACEMI, a ASOCAJAS, a ANDI, a AmCham e o Conselho Privado para a Competitividade, entre outras.

Os 14 pontos de consenso estão agrupados em seis áreas estratégicas: governança e arcabouço institucional, sustentabilidade financeira, modelo de seguro e assistência, talentos humanos em saúde, acesso efetivo e tecnologias em saúde, e saúde como motor de desenvolvimento, ciência, tecnologia e inovação.

As prioridades estabelecidas pelo consenso do setor da saúde apontam para a estabilização do sistema:

A primeira prioridade é restaurar a liderança estratégica, a governança e a confiança institucional. Para tanto, a agenda propõe a adoção de um Plano Nacional de Estabilização Financeira e Humanitária desde o primeiro dia do governo, acompanhado de um Comitê Técnico Nacional de Estabilização que reúna o Governo Nacional, as entidades territoriais e as partes interessadas do sistema de saúde. Este roteiro inclui a proteção de tratamentos críticos, a garantia da continuidade dos serviços essenciais e o reconhecimento dos danos evitáveis ​​associados a falhas operacionais.

A sustentabilidade financeira é apresentada como um requisito para preservar o atendimento sem transferir o custo da crise para os pacientes ou profissionais de saúde. O consenso exige a determinação e a publicação da verdadeira extensão dos passivos por meio de uma consolidação técnica independente que diferencie entre dívida operacional, dívida estrutural e obrigações decorrentes de intervenções. Propõe também a implementação de um mecanismo extraordinário para normalizar o fluxo de recursos e estabilizar a rede de prestadores de serviços de saúde públicos e privados.

O acesso às tecnologias de saúde será orientado por critérios baseados em valor.

O setor de tecnologias em saúde visa garantir o acesso oportuno, seguro e sustentável por meio de regras claras, avaliação técnica e tomada de decisões baseada em valor. Para tanto, a agenda propõe um plano de ação regulatória que prioriza procedimentos de saúde de alto impacto e reduz a fila de espera sem comprometer os padrões de segurança e eficácia. Visa também assegurar a modernização tecnológica do INVIMA (Instituto Nacional de Vigilância de Alimentos e Medicamentos) e da Comissão de Revisão como um projeto estratégico de Estado.

O roteiro diferencia entre regulação em saúde, avaliação de valor e decisões de financiamento, com o objetivo de reduzir a incerteza regulatória e organizar a incorporação de tecnologias de acordo com os benefícios clínicos, a sustentabilidade fiscal e a criação de valor em saúde. Este componente inclui ainda a implementação da Lei 2406 sobre a modernização do Programa Ampliado de Imunização (PAI), para permitir a atualização contínua do PAI ao longo da vida, de acordo com o perfil epidemiológico e as melhores evidências disponíveis.

Fonte: consultorsalud.com