- 20 de julho de 2026
Lilly e Endeavor premiam as startups Medsi.ai e OpenHealth
Em um país onde
3 em cada 4 adultos vivem com sobrepeso ou obesidade, a Lilly e a Endeavor, com
o apoio do Ministério da Saúde, anunciaram no âmbito do Congresso Internacional
de Obesidade (ICO) 2026, que a Medsi.ai e a OpenHealth são os projetos
vencedores do Desafio de Inovação em Saúde da Lilly, uma iniciativa que
identifica, promove e conecta talentos empreendedores mexicanos para levar
soluções reais às pessoas que vivem com essa doença.
Diante de um
desafio dessa magnitude, nenhuma organização sozinha tem a resposta. Para a
Lilly, enfrentá-lo exige duas frentes igualmente cruciais: continuar inovando
em tratamentos com o rigor científico que a doença exige e complementar essa
inovação com soluções que a levem à vida das pessoas. É por isso que a Lilly,
uma empresa de base científica; A Endeavor, principal rede global de, por e
para empreendedores de alto impacto que inovam em outros lugares, e o Governo
Federal, por meio do Ministério da Saúde, uniram forças no Desafio de Inovação
em Saúde da Lilly para combater a obesidade, desde o diagnóstico e tratamento
até a adesão e a prevenção.
“No México, a ciência, o talento e a criatividade para combater a
obesidade existem; o que faltava era uma plataforma. Na Lilly, entendemos que
uma empresa farmacêutica não apenas fabrica tratamentos: ela impulsiona ideias
que transformam a saúde”, afirmou Phelipe Philippsen, Presidente e Diretor Geral da Lilly México.
“O talento empreendedor mexicano não precisa de permissão para resolver
grandes desafios de saúde; precisa de aliados para impulsioná-lo. Neste
desafio, encontramos soluções escaláveis e profundamente humanas com potencial para
transformar vidas. Nosso trabalho na Endeavor é ajudá-los a ir além”, observou Cynthia Torres, Diretora de Inovação da Endeavor México. O primeiro projeto vencedor, “Saúde Domiciliar: Portal Cardiometabólico”, é um projeto piloto da Medsi.ai em parceria com
a Lilly que utiliza a câmera de qualquer dispositivo para identificar
biomarcadores importantes em uma varredura de 60 segundos, sem a necessidade de
hardware adicional. Isso permite que as brigadas de saúde identifiquem
precocemente, em suas casas, indivíduos não diagnosticados com diabetes,
hipertensão e fatores de risco metabólicos, e os conectem aos serviços de
saúde. Manuel Villalvazo, cofundador e CEO da Medsi.ai, resume da seguinte
forma: “A escolha da Medsi.ai pela Lilly confirma que a detecção precoce em
escala populacional é a próxima fronteira da medicina: encontrar os milhões de
pacientes que o sistema atualmente não identifica. E estamos construindo isso a
partir do México.”
O segundo
projeto vencedor é da Open Health, selecionada para o Desafio de Inovação em
Saúde da Lilly. Ele integra informações clínicas de diversas fontes utilizando
padrões internacionais, com o objetivo de reduzir a fragmentação de dados e
melhorar a continuidade do atendimento. O programa piloto visa acelerar o
diagnóstico e o início do tratamento, fortalecer a rastreabilidade de eventos
clínicos e evitar que pacientes interrompam a medicação devido à falta de
informações disponíveis e oportunas. A Open Health explica: “Na área da saúde,
a informação fragmentada também representa uma forma de desigualdade. Quando os
dados não acompanham o paciente, exames são repetidos, diagnósticos são
atrasados e tratamentos são interrompidos. A colaboração com a Lilly, por meio do Lilly Health
Innovation Challenge, nos permite demonstrar como a inovação, os padrões e o
trabalho em equipe entre diferentes partes interessadas podem transformar essa
realidade. Com a Open Health, estamos construindo uma infraestrutura comum para
que as informações clínicas possam ser comunicadas de forma segura, rastreável
e útil. A interoperabilidade não é um luxo tecnológico: é uma condição
essencial para tomar melhores decisões, usar os recursos com mais eficiência e
salvar vidas.”
A resposta do
ecossistema confirmou a magnitude do desafio: 22 startups de HealthTech se
inscreveram no Lilly Health Innovation Challenge, 18 das quais já estão em
operação comercial e 11 delas têm presença em 7 países. Suas soluções se
concentraram no acompanhamento e adesão ao tratamento (54,5%), no diagnóstico
oportuno (36,4%) e no tratamento e educação clínica (9,1%). A lacuna é real: de
acordo com a Ipsos, 93% das pessoas com obesidade no México tentaram controlar
o peso, mas apenas 46% consultaram um médico no último ano.
A obesidade é
uma doença crônica, tratável e multifatorial; não é uma questão de força de
vontade. No México, 77% das pessoas que vivem com obesidade acreditam que a
doença pode ser prevenida apenas por meio de escolhas pessoais, em comparação
com 62% daquelas que não acreditam nisso.
Eles não sofrem
com isso, uma diferença de 15 pontos percentuais na auto-culpa que perpetua o
estigma em vez de incentivá-los a buscar tratamento.
“Reconhecer a
obesidade como a doença crônica que ela é e abordá-la sem estigma é o primeiro
passo. Hoje, apenas 54% das pessoas que vivem com obesidade se sentem à vontade
para falar sobre seu peso; mudar essa conversa é tão importante quanto qualquer
avanço médico”, explicou o Dr. Guillermo González, presidente da Sociedade
Mexicana de Nutrição e Endocrinologia (SMNE).
O compromisso da
Lilly com a obesidade deriva de uma história de mais de um século em doenças
metabólicas, começando com a primeira insulina comercial em 1923, e da
convicção de que se trata de uma doença crônica que merece o mesmo rigor
científico que qualquer outra. “Desde 2023, temos feito progressos
constantes na área cardiometabólica: mais de 10.000 pacientes inscritos em
aproximadamente 35 estudos clínicos, com mais 3.000 previstos em 12 novos
estudos a curto prazo. Isso garante que a inovação responda à nossa realidade e
chegue a quem mais precisa, de forma segura e eficaz”, afirmou Santiago
Posada, Vice-Presidente de Assuntos Médicos da Lilly México.