- 25 de maio de 2026
A empresa argentina Elea adquire a brasileira Cellera
O mercado regional de saúde está passando por uma
grande transformação com uma jogada estratégica de alto impacto que une um dos
principais laboratórios da Argentina a uma das maiores farmacêuticas do Brasil.
Isso porque os proprietários da Elea concluíram a
aquisição de 79,7% da Cellera Farma, uma renomada farmacêutica brasileira com
forte presença nos segmentos de medicamentos sob prescrição e de venda livre
(OTC).
A transação, que marca um marco na estratégia de
internacionalização do grupo argentino, envolve a transferência do controle da
empresa, atualmente detido pelo fundo de private equity Principia (braço de
investimentos da Lanx Capital, liderado por Marcelo Barbará).
A Elea (consolidada institucionalmente como Elea
Phoenix) é controlada por três das famílias mais poderosas e influentes do
setor empresarial e farmacêutico argentino: os Sigman, os Sielecki e os Gold.
Embora atuem em conjunto dentro do laboratório, cada família lidera
participações diversificadas que vão desde biotecnologia global e agronegócio
até energia e desenvolvimento cultural.
A influência dos Sigman
Hugo Sigman e Silvia Gold (Grupo Insud) são o casal
fundador e os rostos mais visíveis do grupo globalmente.
Sua influência na indústria farmacêutica e de
biotecnologia internacional os coloca consistentemente entre as pessoas mais
ricas da Argentina, segundo a revista Forbes. Hugo Sigman (psiquiatra) e Silvia
Gold (doutora em Bioquímica) exilaram-se na Espanha no final da década de 1970,
onde fundaram a Chemo, uma empresa de comercialização de ingredientes
farmacêuticos ativos (IFAs) que aproveitou as lacunas de patentes da época na
Europa para se expandir rapidamente.