- 22 de junho de 2026
A Johnson & Johnson permanecerá fora do mercado de medicamentos para obesidade e se concentrará no câncer
A Johnson & Johnson não entrará no mercado de
medicamentos para obesidade, anunciou o CEO Joaquín Duato na terça-feira. A
empresa planeja se concentrar em câncer e neurociência.
Duato fez essas declarações durante uma entrevista com
David Rubenstein, cofundador do Carlyle Group, no Economic Club de Washington,
D.C. Essa decisão diferencia a J&J de seus concorrentes que estão
trabalhando no desenvolvimento ou na aquisição de tratamentos para obesidade,
seguindo o sucesso dos medicamentos para perda de peso da Eli Lilly e da Novo
Nordisk.
"Não entraremos na área de GLP-1",
afirmou Duato. Ele apontou a oncologia e a neurociência como áreas onde a
empresa pode ter um impacto maior.
A empresa, com sede em New Brunswick, Nova Jersey,
almeja se tornar a empresa líder mundial em oncologia. "Nosso objetivo
é ser a número um até 2030", declarou Duato. Atualmente, a J&J
lidera o desenvolvimento de tratamentos para mieloma múltiplo, um câncer da
medula óssea, e produz medicamentos para câncer de pulmão. Em 2025, a empresa
pagou US$ 3,05 bilhões em dinheiro pela Halda Therapeutics para obter acesso a
uma nova terapia oral para câncer de próstata.
Duato identificou a demência como um grande desafio
para a saúde. "Acho que este é o problema mais importante", afirmou,
observando que a J&J continua investindo em pesquisas sobre doenças
neurodegenerativas, apesar dos contratempos anteriores.
O CEO indicou que a inteligência artificial pode
acelerar a descoberta de medicamentos e aprimorar dispositivos médicos,
principalmente em cirurgia robótica. "Estamos apenas no começo",
declarou Duato, descrevendo a J&J como uma empresa nos estágios iniciais de
um ciclo de crescimento impulsionado por produtos farmacêuticos e dispositivos
médicos.
A J&J reestruturou seus negócios após a cisão de
sua unidade de saúde do consumidor, a Kenvue Inc., que inclui as marcas Tylenol
e Band-Aid, e a separação de sua divisão de ortopedia. A empresa reportou um
retorno total para os acionistas de 47% até 2025.