- 01 de julho de 2026
El Salvador se posiciona como um importante fornecedor de medicamentos na América Central
A indústria farmacêutica salvadorenha está se
posicionando como um setor estratégico para impulsionar ainda mais a economia
do país e fortalecer sua competitividade em relação aos seus pares
internacionais.
Durante a apresentação do Relatório Setorial de 2026,
intitulado "Indústria Farmacêutica: Um Motor Estratégico no Caminho para a
Reindustrialização", a presidente da Associação dos Fabricantes
Químico-Farmacêuticos de El Salvador (Inquifar), Carmen Estela Pérez, destacou
a importância dos produtos nacionais nos mercados regionais.
Ela explicou que o setor ocupa o primeiro lugar nas
exportações intrarregionais do país, sendo Guatemala, Honduras e Nicarágua os
principais mercados receptores de medicamentos salvadorenhos, ficando atrás
apenas dos Estados Unidos, onde a penetração desses produtos também apresenta
um crescimento significativo.
Por sua vez, o setor ocupa o sétimo lugar no ranking
nacional de exportações, excluindo-se as exportações das maquiladoras. “A
estrutura de exportação confirma a força da nossa integração regional, onde
Guatemala, Honduras e Nicarágua continuam sendo os principais destinos dos
nossos medicamentos, consolidando El Salvador como um fornecedor confiável e
competitivo na América Central”, afirmou.
“Em uma região que importa mais de US$ 4,3
bilhões em medicamentos, nossa indústria se posiciona como um parceiro
estratégico e próximo, com altos padrões de qualidade”,
acrescentou.
No ano passado, o total das exportações do setor
atingiu US$ 173 milhões, representando mais de 28,5 milhões de quilos. Desse
montante, US$ 44,2 milhões foram destinados à Guatemala; US$ 31,9 milhões a
Honduras; US$ 31 milhões à Nicarágua; e US$ 17,2 milhões aos Estados Unidos.
Ele enfatizou que o setor investiu aproximadamente US$
200 milhões nos últimos 10 anos em infraestrutura, equipamentos e treinamento
de pessoal.
"Isso nos permitiu gerar um círculo
virtuoso, que consiste na criação de empregos, exportações e reinvestimento
contínuo para manter a qualidade internacional que temos atualmente",
disse o presidente da Inquifar.