- 22 de junho de 2026
Cofepris publica guia para agilizar o registro sanitário de dispositivos médicos no México
O documento facilitará a compilação de dossiês e
proporcionará maior clareza para pessoas físicas ou jurídicas que solicitam o
registro sanitário de dispositivos médicos no México. O guia também leva em
consideração o reconhecimento de autorizações emitidas por agências reguladoras
nos Estados Unidos, Canadá e Japão, e está alinhado com os padrões
internacionais e as recomendações da OMS.
Segundo a Cofepris, a ferramenta faz parte de uma
estrutura regulatória mais ágil para fortalecer o acesso a insumos de saúde,
sem comprometer a segurança, a eficácia e a qualidade das tecnologias médicas.
O documento estabelece os requisitos que os dispositivos médicos de Classe I,
II e III devem atender para obter o registro sanitário. Também visa facilitar a
compilação das informações que devem ser incluídas no dossiê ou na documentação
técnica.
“Este guia foi elaborado para orientar os
usuários e oferecer uma ferramenta para expandir e especificar a descrição do
processo e os requisitos para o registro sanitário de dispositivos médicos por
meio de Acordos de Equivalência com outras autoridades reguladoras, emitidos
por esta Comissão”, afirma o documento.
O guia destina-se àqueles que submetem pedidos de
registro sanitário de dispositivos médicos. Ele enfatiza que a documentação
apresentada deve estar em conformidade com a Lei Geral de Saúde, o Regulamento
de Materiais de Saúde, o Suplemento para Dispositivos Médicos da Farmacopeia
dos Estados Unidos Mexicanos e outras disposições aplicáveis.
O documento afirma que a regulamentação sanitária de
dispositivos médicos deve equilibrar três objetivos: garantir que as
tecnologias sejam seguras e eficazes; facilitar o acesso oportuno e equitativo
às tecnologias de saúde; e apoiar o desenvolvimento de inovações.
O guia observa que os dispositivos médicos abrangem
uma ampla variedade de produtos. Estes incluem equipamentos médicos, próteses,
órteses, dispositivos auxiliares, agentes de diagnóstico, materiais
odontológicos, materiais cirúrgicos, produtos para tratamento de feridas,
produtos de higiene e softwares para fins médicos.
Todos eles exigem registro sanitário. Para obtê-lo, os
usuários devem verificar se o produto está entre aqueles que exigem autorização
ou se, devido às suas características, pertence às listas de baixo risco ou às
listas de produtos não considerados suprimentos para a saúde. Após essa análise
inicial, o solicitante deve identificar a categoria de uso do dispositivo
médico, determinar sua classificação por risco à saúde, escolher o código e a
modalidade correspondentes e atender aos requisitos legais, administrativos e
técnicos.
O guia identifica três modalidades principais para
solicitar o registro sanitário: produtos fabricados no país, produtos
importados e produtos fabricados no México, mas montados por outro
estabelecimento. A classificação do dispositivo depende de seu uso pretendido,
da duração do contato com o corpo humano e do risco associado.
Dispositivos de Classe I correspondem a suprimentos
conhecidos na prática médica, com segurança e eficácia comprovadas, que
geralmente não são introduzidos no corpo. Dispositivos médicos de Classe II
também são conhecidos na prática médica, mas podem apresentar variações em seus
materiais ou concentração e normalmente são introduzidos no corpo por menos de
30 dias. Dispositivos de Classe III correspondem a dispositivos médicos novos
ou recentemente aprovados, ou aqueles que permanecem no corpo por mais de 30
dias. Um dos elementos operacionais do documento é a inclusão de listas de
verificação para dispositivos médicos de Classe I, II e III, bem como para
software como dispositivo médico.
Essas listas de verificação visam auxiliar os
solicitantes a comprovar que possuem a documentação necessária antes de
submeter o pedido. Os requisitos incluem elementos administrativos e legais,
como o formulário de inscrição, credenciamento do representante legal,
pagamento de taxas, alvarás de funcionamento, designação do profissional de
saúde responsável, rascunhos de rótulos, certificados de livre venda e
documentos de Boas Práticas de Fabricação (BPF), quando aplicável.
No caso de software como dispositivo médico, o guia
inclui informações sobre funcionalidade, indicações de uso, benefícios
clínicos, versão, linguagem de programação, plataforma, sistema operacional,
interoperabilidade, usabilidade e o ambiente em que será utilizado, como
hospitais, clínicas ou residências.
O novo guia também inclui ferramentas para processar
registros por meio de acordos de equivalência. Isso permite o reconhecimento de
autorizações emitidas por agências reguladoras como a FDA dos EUA, a Health
Canada e a autoridade sanitária japonesa.
Com essa abordagem, a Cofepris busca evitar avaliações
duplicadas quando um produto já foi avaliado por uma autoridade sanitária de
referência, desde que a documentação seja submetida de acordo com o marco legal
mexicano.