- 21 de maio de 2026
Brasil: Mercado de genéricos fatura R$ 5,57 bi em 12 meses
O mercado de medicamentos genéricos registrou
faturamento de R$ 5,57 bilhões entre março de 2025 e março de 2026 no Brasil. O
resultado representa uma expansão de 17,6% em comparação com os 12 meses
anteriores. Os números são da Impulso, frente de mídia da RD Saúde, e
baseiam-se nas transações das redes Drogasil e Droga Raia.
Segundo informações da Coluna Broadcast, do Estado de
S. Paulo, a categoria está presente no mercado há 27 anos e já se consolida com
40% de participação de mercado. Com aproximadamente 90% das doenças
conhecidas contando com opções terapêuticas genéricas, o segmento contribui
diretamente para posicionar o Brasil como o sétimo maior mercado farmacêutico
do mundo.
“Os números mostram que os genéricos deixaram de
ser apenas uma alternativa de preço para se tornarem um dos pilares da
assistência farmacêutica no Brasil”, afirma Tiago
de Moraes Vicente, presidente-executivo da PróGenéricos.
Segundo relatório da entidade, com base em dados
da IQVIA,
esses medicamentos encerraram 2025 com mais de 2,36 bilhões de unidades
comercializadas, crescimento de 8,33% em relação a 2024.
Medicamentos genéricos não são mais só preço
A Impulso apontou uma mudança no perfil do segmento.
Os genéricos deixaram de ser orientados exclusivamente pelo preço e passaram a
ganhar relevância por meio de escala, recorrência e valor
agregado.
O levantamento da PróGenéricos mostra que o segmento
gerou uma economia estimada em R$ 14,6 bilhões apenas no primeiro trimestre de
2026. A entidade projeta um acumulado de R$ 630 bilhões até 2030, quando
esses medicamentos devem alcançar 45,12% de participação de mercado.
Canais digitais impulsionam vendas, mas lojas
físicas mantêm relevância
O e-commerce registrou crescimento de 41,5%
nas vendas desses medicamentos. A expansão digital está ligada à entrada de
consumidores mais jovens no mercado – especialmente o público entre 18 e 35
anos -, que busca conveniência, rapidez e equilíbrio entre custo e benefício.
A atração de novos pacientes aumentou 7,4% no período.
O volume de unidades vendidas cresceu em 32 milhões, e o tíquete
médio também apresentou elevação consistente ao longo dos 12 meses.
As lojas físicas mantêm papel relevante na jornada de
compra, pois funcionam como ponto de confiança para consumidores mais maduros.
O canal atende especialmente tratamentos contínuos ou demandas emergenciais.
Tratamentos de doenças crônicas são carro-chefe
Entre os princípios ativos mais comercializados no
período estão a losartana potássica, com 49,7 milhões de unidades
vendidas; a dipirona sódica, com 32,4 milhões; e a hidroclorotiazida, com 20
milhões.
Entidade reúne nove dos maiores laboratórios do
país
A entidade, que reúne farmacêuticas atuantes na
categoria, conta com a participação de nove dos 20 maiores laboratórios
farmacêuticos do país. Juntas, as associadas somam mais de 30 plantas
industriais e mais de 50 mil colaboradores diretos.
Mais de R$ 2 bi são investidos em P&D
O setor investe anualmente mais de R$ 2,26 bilhões
em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Também são destinadas mais de
393,4 mil horas à capacitação e qualificação profissional.